terça-feira, 26 de junho de 2012

EVENTO: Instrumenta Viola

O QUE: Oficina de instrumentalização à viola brasileira por Fernando Deghi;
QUANDO: 22 à 29 de Julho de 2012;
ONDE: SESC da Esquina - Rua Visconde do Rio Branco, 969 - Curitiba (PR);
PARTICIPAÇÕES: participarão da oficina os violeiros Rogério Gulin (PR), Zeca Collares (MG), Milton Campos (PR), o luthier Anélio Ferroni (PR), o produtor e diretor Dirceu Saggin, o produtor musical Alvaro Collaço, a produtora e psicóloga Adriana Melges e a pesquisadora e diretora Lia Marchi; além do diretor do evento, o violeiro Fernando Deghi;
SORTEIO: Ao final do curso será sorteada uma viola do luthier Anélio Ferroni;
VALOR: R$ 500,00 (Funcionários, comerciários e associados ao SESC têm desconto);
INSCRIÇÕES: até dia 10 de Julho de 2012.

PARA CONHECER A PROGRAMAÇÃO DA OFICINA E MAIORES INFORMAÇÕES NA PÁGINA DO EVENTO, CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO:

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EVENTO: Aparício Ribeiro no Vila Madá

O QUE: Apresentação do violeiro e compositor Aparício Ribeiro, acompanhado no contrabaixo por Fabrício Ribeiro, com seu show intitulado "Sonho de Violeiro".
QUANDO: 22 de Junho de 2012, às 20:30;
ONDE: Restaurante Vila Madá, Shopping Deck Norte, SHIN CA 01, Lago Norte, Brasília - DF;
OBS.: sem cobrança de couvert.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Viola erudita

Compartilho o pequeno texto que escrevi sobre a influência da música erudita no trabalho dos violeiros no Brasil. Esse texto escrevi a pedido de Cristiano Bastos, repórter da revista Rolling Stone Brasil, para a matéria sobre o  projeto "Êta Nóis: quando a viola bota as coisas no lugar", (CCBB - São Paulo) - que propunha dialogar a viola caipira e com viola clássica (de arco), e no qual participaram violeiros como Ivan Vilela, Miltinho Edilberto, Zé Helder e atrações como Tetê Espíndola, Ná Ozzetti, Dú Gomide e Luli & Lucina e a violista Paula Pi.

Viola caipira e a música erudita

Fábio Miranda
07 de Junho de 2012

Há tempos que certas fronteiras entre estilos musicais estão ruindo. Numa época em que a mistura de estilos e fusão de gêneros musicais estão em voga, a viola caipira no Brasil encontra um terreno fértil e aberto para essa investida. Como violeiro e admirador do trabalho dos mestres e colegas desse instrumento, percebo com feliz ansiedade que ainda vou ouvir sons que nunca foram feitos. Efeitos, combinações, arranjos e texturas que ainda estão por vir: esperam para serem descobertos pelas futuras gerações de violeiros.

A viola, que é tocada no Brasil desde a época do descobrimento, adormeceu durante um período pelo interior se desenvolvendo silenciosamente nas áreas rurais, e desde então vem sendo gradualmente redescoberta. Desde Cornélio Pires – produtor musical brasileiro que financiou a primeira gravação em LP de duplas caipiras do interior de São Paulo - a viola instiga músicos e o público em geral das grandes cidades. Vem ganhando status de instrumento de grande potencialidade e guarda o futuro da música brasileira em seu bojo. Isso porque se encontra entre uma saudável polaridade: entre a tradição e a inovação, o canônico e o inovador - entre a música “não escrita” e a “ainda não escrita”.

Desde Cornélio Pires a história “oficial” da viola começou a ser “escrita” pela produção fonográfica. O boom começou com Tião Carreiro e Bambico que transformaram a viola numa espécie de guitarra elétrica brasileira (no sentido da performance). Depois veio o mineiro Renato Andrade que levou a viola ao status de instrumento concertista com sua “volta ao mundo” tocando temas consagrados da música erudita com o instrumento. Também Geraldo Ribeiro que gravou em 1971 as transcrições de Theodoro Nogueira de peças de Bach na viola brasileira. A partir daí emergiram violeiros da nova geração flertando com outros estilos: Cacai Nunes com o choro, João Paulo Amaral com o jazz, Fernando Deghi com a música ibérica, Miltinho Edilberto com o forró, Ricardo Vignini com o rock, etc.

Dentro desse caldeirão, a música erudita – de tradição europeia – serve também de inspiração para o incrível mundo novo da viola. E logicamente o caminho inverso também – na história da música erudita foram vários momentos em que compositores buscaram na produção folclórica base e inspiração para seu trabalho. Na Europa, o compositor húngaro Béla Bartók, por exemplo, que viajou pelo interior de seu país gravando em um cilindro fonográfico impressões sonoras do povo rural. Ou no Brasil mesmo, com o próprio Villa-Lobos que bebeu do choro e das imagens rurais brasileiras. A profundidade dessa imersão ainda é controversa, mas o fato é que uma das melodias mais queridas dos violeiros é o tema do Trenzinho do Caipira - último movimento da 2a Bachiana Brasileira do maestro - tocada pelo Brasil afora por violeiros de vários estilos e idades. Mais de meio século depois o trabalho de pesquisa continuou com o violeiro Roberto Corrêa que ao percorrer aprendendo, registrando e mapeando o entorno de Brasília oficializou mais uma modalidade do ofício de ser violeiro: o de pesquisador.

A viola já se inspira há tempos com a linguagem da música erudita, orquestral. Uma forte ligação com o mundo erudito é a popularidade das chamadas “orquestras de viola” no Brasil. Esses grupos são popularmente chamados assim, pois em geral trabalham com naipes de violas - ou seja, violas executando linhas diferentes e assim compondo um arranjo. Destacam-se nessa área Rui Torneze com a “Orquestra Paulistana de Viola Caipira” e Ivan Vilela com a “Orquestra Filarmônica de Violas”. As formações menores – de câmara – conjugadas ou não com outros instrumentos também tornaram-se comum em todo o país desde a consagração desse formato com Heraldo do Monte no “Quarteto Novo”: grupo “Capela de Cordas” (David Godoi), “Banda Violeira” (Marcos Mesquita), “Trio Carapiá” (João Paulo Amaral), “Orquestra a Base de Cordas de Curitiba” (fundado pelo maestro Radamés Gnatali), “Viola Arranjada” entre outros. Até a curiosa viola-de-cocho pantaneira - tipo de viola feita de madeira escavada – já foi instrumento solista da orquestra de Câmara e da Sinfônica do Estado do Mato Grosso. Um destaque é também o flerte com a modalidade erudita chamada “música antiga” – espécie de “música folclórica” do mundo erudito, pois trabalha com instrumentos antigos da tradição europeia. Nesse contexto se destaca o trabalho do grupo “Anima” e o “Duo Viola & Cravo” com o violeiro Ricardo Matsuda. Recentemente o violeiro Chico Lobo lançou um trabalho intitulado “O Tenor e o Violeiro” em que acompanha em sua viola a voz de bel canto de um cantor erudito. Enfim, existe uma longa estrada diante da viola caipira e com certeza a música erudita é um ponto de referência e inspiração para muitos que trilham esse caminho.

EVENTO: Violeiro Renato Caetano em Brasília

O QUE: Única apresentação do cantor, compositor e violeiro Renato Caetano em Brasília que tocará repertório do CD "Que viola é essa?" com canções de sua autoria.
QUANDO: 21 de Junho de 2012, às 21h;
ONDE: Bar do Ferreira, Shopping Pier 21 - Avenida das Nações (ao lado do Clube ASBAC)
QUANTO: R$ 15,00 (meia-entrada) - censura 18 anos
DESCRIÇÃO: "...outra faceta do artista é a de intérprete de versões de clássicos do rock e do blues nacionais e internacionais, extraída do repertório de "O terço", "Secos e Molhados", "Led Zeppelin", "Jethro Tull", "Yes" e "Beatles". Ricardo será acompanhado por Ricardo Prates (baixo) e Luís Patrício (bateria)." (Caderno Divirta-se; Correio Brasiliense).



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Super-unha!

Esta descobri com meu aluno Luiz Melo Júnior:

Na véspera de uma apresentação, minha unha do indicador quebrou de uma vez, ficando só presa por uma pequena parte. Nesses casos costumava colar com a superbonder e passar um esparadrapo cirúrgico por cima e depois outra camada de cola... ficava uma lambança e não adiantava nada. Eis que antes da aula preparava meu "curativo" quando o Júnior me de a dica: passar a supercola e depois passar sal. Sal de cozinha mesmo. Fizemos o teste antes numa superfície lisa pra ver o resultado e realmente a reação entre o sal e a cola endureceu bastante a mistura. Fiz a mandinga na unha e depois foi só lixar a pedra que virou. Estou há mais de uma semana com a mesma cola na unha, já toquei em várias apresentações, a unha ficou indestrutível. O resultado foi tão bom que resolvi compartilhar essa receita. A dupla Dyego & Gustavo de Taguatinga (DF) já conheciam essa técnica e incrementaram a ciência: em vez de sal de cozinha, bicarbonato de sódio... na próxima eu testo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

EVENTO: Audição de formatura em viola caipira

O QUE: Audição de formatura no curso técnico de viola caipira do violeiro Fábio Miranda;
QUANDO: dia 15 de Junho de 2012, às 20hs;
ONDE: Teatro Carlos Galvão - Escola de Música de Brasília, L2 sul, 603/4
MÚSICOS PARTICIPANTES: Andressa Ferreira (percussão), Fernando Fernandez (baixo e percussão), Lucas Muniz (sanfona), e participação especial do percussionista Fernando Miranda;
REPERTÓRIO: músicas do trabalho solo "Caravana Solidão" com lançamento previsto para o segundo semestre de 2012.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

EVENTO: 12o Encontro de Violeiros de Brazlândia

O QUE: evento que reunirá no palco vários trabalhos de violeiros da cidade de Brasília e seu entorno. Além disso haverá oficinas, comidas típicas, venda de produtos, exposições. O evento faz parte das comemorações do 79o aniversário da cidade de Brazlândia.
QUANDO: 08, 09 e 10 de Junho de 2012; à partir das 20hs e Domingo à partir das 10hs.
ONDE: Praça da Administração Regional de Brazlândia.
OBS: Estarei ministrando as oficinas (aulões) de viola caipira no Sábado e Domingo